
Quem diria que um evento capaz de reunir em seu início a inexpressiva quantidade de 200 participantes poderia hoje estar sofrendo com a super lotação? Tudo começou quando a Comic-Con deixou de ser uma convenção focada apenas em HQs para se jogar de vez na vasta cultura-pop. Hoje são salas apertadas, gente se acotovelando e uma série infindável de variedades para todos os gostos, de geeks fãs de HQ até o mais xiita dos cinéfilos.
Em 2007 foram mais de 125,000 participantes. Boa parte atrás de alguma novidade sobre adaptações e new hypes dos quadrinhos. “Homem-de-Ferro” e “Batman – O Cavaleiro das Trevas” foram responsáveis pela presença de uma verdadeira massa, louca por detalhes de trama, figurino e autógrafos de participantes. Em 2006 foi a vez de Singer apresentar um trailer de “Superman - O Retorno” com a ótima seqüência do resgate do avião e agoniar gente que aguardava um novo Superman há mais de 15 anos. Em 2005 “King Kong” disputava espaço com os modestos (e nem por isso inferiores) “Marcas da Violência” – adaptação da HQ de John Wagner e Vince Locke e a versão de Richard Linklater do livro de Philip K. Dick, “O Homem-Duplo”. Os exemplos citados são para reforçar que, atualmente, Gale Anne Hurd, produtor de “O Incrível Hulk” e “Punisher: War Zone” (presença certa na C-Con), está completamente certo quando diz que “para alguns filmes a Comic-Con é tão importante quanto Cannes ou Sundance”. Isso se deve muito mais ao alcance de público específico que ao reconhecimento da crítica, afinal, bom ou ruim, a bilheteria ajuda bastante um filme.
Este ano o evento tem início hoje (24) e termina no domingo (27). No que se refere a cinema e TV não há o que reclamar. Logo na abertura, que aconteceu ontem, foi apresentado o primeiro episódio da série Fringe, de J.J. Abrams, que também deve reservar alguma surpresa aos fãs de Jornada Nas Estrelas. Além disso, “O Dia em Que a Terra Parou”- remake de um clássico dos anos 70, “Max Payne” – Mark Wahlberg incorporando um personagem de vídeo game, “Prince Of Persia” – Jake Gyllenhaal fazendo o mesmo, mas com turbante e espada, todos estes e muitos outros estarão disputando espaço e a atenção do público, que ainda conta com seminários fantásticos ministrados por personalidades do ramo cinematográfico, como é o caso do seminário de designers de produção, que conta com gente do nível de Alex McDowell (Watchmen, Noiva Cadáver), J. Michael Riva—(Homem de Ferro, Homem-Aranha 3) e Barry Robison (Wolverine) (não sei vocês, mas eu sonho com isso…).
Mas as estrelas mesmo ficam para o final (pelo menos deste texto). Não é novidade que o staff da Comic-Con é verdadeiramente apaixonado por Will Eisner, não apenas pela porcentagem de “culpa” que ele tem no sucesso da convenção, mas por seus trabalhos. Isso lhe rendeu até um prêmio em seu nome, dado numa cerimônia todos os anos desde 1993. Todo este reconhecimento ao artista (falecido em 2005) torna “The Spirit” o queridinho da vez. Não é para menos: Dirigido por Frank Miller (gênio por trás de Sin City e eamigo fiel de Eisner), o filme traz à tona o personagem mais famoso do escritor e desenhista. No elenco estão nomes como Scarlett Johansson, Eva Mendes e a figurinha carimbada da convenção, Samuel L. Jackson. Seguindo a onda, “Watchmen”, considerada a melhor obra em quadrinhos de todos os tempos (com a minha assinatura embaixo), surge pelas mãos de Zach Snyder (300) e deve causar um certo frisson durante a convenção.
Se depender de atrações para o cinema de verão norte-americano, a Comic-Con promete ser um estouro. A Sala estará de olho…










































